Em entrevista, o presidente dos “encarnados” disse que haverá ainda este mês uma decisão sobre os contratos televisivos. “Ou continuamos ou andamos sozinhos”, disse
Luís Filipe Vieira foi ontem à noite à Grande Entrevista da RTP 1 e abordou vários assuntos. Disse contar com Jorge Jesus para a próxima época – “está apaixonado pelo nosso projecto” –, falou sobre a contenção financeira (“não vivemos numa ilha, vivemos em Portugal e teremos um orçamento que terá de ser cumprido”) e afirmou ser contra o alargamento da Liga para 18 clubes (“este calendário tem permitido bons resultados nas competições europeias”).
Sobre o treinador, o líder benfiquista foi taxativo. E insistiu em dizer que Jesus é o treinador da próxima época. “Claro que vai continuar, há uma aposta forte, convicta, que devolveu títulos ao Benfica. Está apaixonado pelo nosso projecto e tem mais um ano de contrato, com uma cláusula de rescisão. Não prendo ninguém, mas é difícil que mude de clube”, soltou. “E é algo que todos os benfiquistas querem”, acrescentou.
Vieira explicou ainda que tomará uma decisão ainda este mês sobre os contratos televisivos. “O Benfica tem um parceiro há muitos anos, que é a Olivedesportos, e respeita o contrato, mas se não for atingido um valor que tenho na minha cabeça ficamos sozinhos”, disse o líder “encarnado”, referindo-se à Benfica TV. “Andámos em negociações com outros parceiros mas nunca chegou a haver garantia bancária. Temos duas soluções, ou renovamos ou o Benfica seguirá um projecto próprio, que é a Benfica TV”, contou Vieira, assumindo que será ele a defender os interesses do clube. “Durante este mês vamos ter a decisão”, adiantou, dizendo que o clube da Luz é parte forte em qualquer negócio: “Quanto é que se perde se não se tiver o Benfica? É esta a pergunta que faço.”
O líder das “águias” abordou ainda o tema do Totonegócio, com uma dividia pendente dos clubes de 13 milhões de euros a serem pagas nos próximos 30 dias. “O futebol tem pessoas de bem, frisou”.
Filipe Vieira também criou um (outro) tabu. O da sua candidatura. “Não há necessidade de dizer se sou candidato, no final de época saberão se me candidato ou não, a decisão já está tomada por mim”, confessou. Mas disse não estar dependente dos resultados. “Não nos julgamos por um resultado mais ou menos positivo. Os títulos são muito importantes, mas primeiro está a base sólida que foi construída ao longo dos anos”, analisou.