A selecção angolana de futebol foi escoltada por um grupo de polícias do seu país, que evitou entrevistas aos jogadores na chamada “zona mista” após a derrota por 2-0 com a Costa do Marfim, que eliminou os “Palancas Negras” da Taça das Nações Africanas (CAN) de futebol.
A história é contada pela agência Reuters, que adianta que os cerca de 20 polícias que escoltavam a selecção eram angolanos e não da Guiné Equatorial, país que organiza a CAN 2012, em parceria com o Gabão.
A “zona mista” é uma área entre os balneários e o autocarro das equipas, por onde os jogadores têm obrigatoriamente de passar, e onde os jornalistas se colocam para recolher algumas declarações dos futebolistas.
Um jornalista angolano disse à Reuters ter sido ameaçado de represálias caso noticiasse este incidente. “Eles disseram que seríamos punidos quando voltássemos para Angola”, disse o jornalista, que não foi identificado pela agência.
Na conferência de imprensa do treinador Lito Vidigal, aconteceu ainda um episódio estranho. O técnico, que já passou por alguns clubes portugueses, queixou-se da tradução das suas palavras para inglês e francês, feita por um dirigente da Federação Angolana de Futebol.
O director teve de traduzir algumas críticas feitas por Vidigal, que mostrou uma cara de desagrado e abanou a cabeça, descontente com a tradução. O técnico disse mesmo que as suas palavras foram retiradas do contexto.