<p>Os irmãos Brownle celebram o ouro e bronze no triatlo e mais duas medalhas para a contagem da Grã-Bretanha</p>

Os irmãos Brownle celebram o ouro e bronze no triatlo e mais duas medalhas para a contagem da Grã-Bretanha

Foto: Fabrice Coffrini/AFP
Balanço

País organizador dos Jogos aumenta sempre número de medalhas

A Grã-Bretanha, que organizou os Jogos Olímpicos de Londres, que hoje terminaram, confirmou plenamente a regra de que o anfitrião tem sempre um número recorde de medalhas, um efeito que quase sempre se prolonga por vários anos.


A grande excepção é a Grécia, que teve o seu melhor resultado em Atenas2004, mas depois quase “desapareceu”, em oito anos.

Nos anos mais recentes, essa tendência de “boom” - e depois razoável manutenção - já se tinha verificado com Coreia do Sul, Espanha, Austrália e China e tudo aponta para que o Brasil vá pelo mesmo caminho.

Mesmo as grandes potências, Estados Unidos e União Soviética, tiveram os seus melhores totais como anfitriões, em Los Angeles84 e Moscovo80 - respectivamente 174 e 195 medalhas -, mas esses valores estão consideravelmente distorcidos, por causa dos boicotes feitos pelos grandes blocos um ao outro.

O primeiro caso interessante, de crescimento em termos de medalhas, é o da Coreia do Sul. Tem seis medalhas apenas em 1976, boicota 1980 e depois 19 em 1984.

Em 1988, “dispara” para as 33 medalhas e depois mantém sempre resultados bem elevados - sucessivamente, 29, 27, 28, 30, 31 e agora 28 em Londres2012, com um quinto lugar global, num quadro cada vez mais repartido.

Em 1976, a Espanha teve duas medalhas, tantas quanto Portugal. Pouco melhor fez, na década de 80, com seis, cinco e quatro medalhas. Em 1992, o “boom” ultrapassou as expectativas mais optimistas, com 22 medalhas.

Desde então que o desporto espanhol está diferente, muito mais ganhador, e os Jogos Olímpicos não são excepção, já que nunca mais desceram dos dois dígitos: sucessivamente marcaram 17, 11, 19, 18 e agora, em Londres, 17.

A Austrália, agora uma clara potência desportiva, também estava na “segunda divisão” em 1976, com cinco medalhas. Melhorou bem nas edições seguintes (9, 24, 14) e em Barcelona’92 atinge as 27 e já se percebe que também vai para máximos históricos na organização que vai receber.

Em Atlanta96 passa para 41 e em Sydney chega ao “impensável” total de 58. Nas três últimas edições continuou bem, apesar de uma ligeira quebra, com 49, 46 e, agora, 35.

Nada que se compare com a quebra da Grécia. Incipiente entre 1976 e 1992 (variou entre 0 e 3), subiu para oito em 1996, a primeira edição a que se candidatou. A “febre olímpica” manteve-se nos Jogos de 2000, com 13 medalhas, e quando finalmente organizaram, em 2004, subiram para 16.

O “balão” esvaziou-se mais depressa do que se poderia imaginar, com quatro medalhas há quatro anos e, agora, duas - e de bronze.

A China, entrada tardiamente no movimento olímpico é um caso diferente, porque estava destinada a ser um “peso pesado”, face à dimensão do país. 32 medalhas em 1984, 28 em 1988, 54 em 1992, 50 em 1996. Depois, até Pequim2008, sempre a crescer: 59, 63, 100. Em Londres2012 lutou com os Estados Unidos pelo primeiro lugar, mas perdeu, ficando com ainda assim impressionantes 87.

Os britânicos também avançaram para valores históricos nos Jogos que organizaram. Entre 1976 e 2004, o total varia entre o 13 e o 30, mas em Pequim2008 já “aqueciam os motores”, com 47 medalhas. Agora, ainda mais, fechando com 65.

Também já se pode fazer uma previsão de “chuva de medalhas” brasileiras no Rio de Janeiro, com o Brasil a ter em marcha um rigoroso plano de preparação para sucesso olímpico.

Em 1976, o Brasil era da “dimensão” de Portugal, com duas medalhas. Ligeiramente melhor entre 1980 e 1982, variando entre as três e as oito.

Em 1996, chegou aos “dois dígitos”, com 15, e dessa casa não saiu. 12 em 2000, 10 em 2004, de novo 15 em 2008 e agora conseguem um máximo histórico, com 17.

Artigos relacionados