Chris Hoy foi um dos heróis britânicos
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A estafeta americana 4x100m bateu o recorde mundial e conquistou o ouro
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De A a Z

O domínio global dos EUA e a melhor Grã-Bretanha desde 1908

Em Londres, onde a Austrália perdeu o duelo com os anfitriões, voltaram também a brilhar os suspeitos do costume


Aposta A Grã-Bretanha ganhou mais medalhas do que a Austrália, o que significa que a ministra australiana dos Desportos, Kate Lundy, perdeu a aposta com o seu congénere britânico e vai ter de remar na pista de Eton Dorney equipada com uma camisola da selecção rival. A Austrália ganhou 35 medalhas e apenas sete de ouro, o seu pior resultado nas últimas cinco edições dos Jogos.

Badminton Oito jogadoras de badminton (quatro da Coreia do Sul, duas da Indonésia e duas da China) foram desqualificadas por "não se terem esforçado suficientemente" e terem tentado perder de propósito o último jogo da fase de grupos do torneio de pares femininos com o objectivo de terem um emparelhamento mais favorável nos quartos-de-final.

Campeões após castigo Três dos campeões olímpicos de Londres ganharam o seu título depois de terem cumprido períodos de suspensão por doping: o cazaque Alexandre Vinokourov (ciclismo de estrada), a russa Tatyana Lysenko (lançamento do martelo) e a turca Asli Cakir Alptekin (1500m).

Domínio Houve cinco modalidades cujos títulos foram todos conquistados pelo mesmo país. A China dominou o badminton (cinco provas) e o ténis de mesa (quatro); a Rússia impôs-se na natação sincronizada (duas) e na ginástica rítmica (duas); e os EUA reinaram no basquetebol (duas). Dois pódios foram completamente preenchidos por atletas da mesma nacionalidade: o dos 200m masculinos (atletismo), pela Jamaica, e o florete feminino (esgrima), pela Itália.

Estados Unidos Lideraram a tabela de medalhas com 46 de ouro, um recorde para Jogos disputados fora dos EUA. Invertendo a ordem dos dois primeiros em relação a Pequim, a China ficou em segundo, com 38.

Florete Com o bronze no florete, a italiana Valentina Vezzali entrou no grupo restrito de quatro atletas com cinco medalhas no mesmo evento individual. Os outros são o atirador alemão Ralf Schumann, o canoísta eslovaco Michal Martikan e a judoca japonesa Ryoko Tani. Vezzali, que já conquistou seis medalhas de ouro na esgrima, tinha sido segunda em 1996 e campeã em 2000, 2004 e 2008.

Gabrielle Douglas A jovem ginasta tornou-se a primeira atleta de raça negra a vencer o concurso individual feminino de ginástica artística e também foi decisiva na vitória norte-americana na prova por equipas.

Hoy Duas das seis medalhas de ouro conquistadas pelo ciclista Chris Hoy, um recorde para um britânico, foram obtidas em Londres.

Invencibilidade A selecção masculina de basquetebol dos EUA domina as atenções, mas o triunfo da feminina foi ainda mais previsível. A vitória sobre a França na final foi a 41.ª consecutiva em Jogos Olímpicos para as mulheres americanas, que ganharam o título pela quinta vez seguida (um recorde para um desporto colectivo feminino) e estão invencíveis na competição há 20 anos.

Jessica Ennis No último mês, foi impossível estar em Londres sem ver Jessica Ennis, a poster girl dos Jogos, em cartazes e publicidades. A atleta do heptatlo correspondeu às expectativas dos compatriotas e sagrou-se campeã olímpica.

K2 1000m A única medalha de Portugal foi obtida pela dupla de canoístas Emanuel Silva e Fernando Pimenta, que falharam por muito pouco o ouro. A canoagem foi o melhor desporto da comitiva nacional: além do pódio em K2 1000m, conseguiu a presença em mais três finais. Portugal foi um dos 43 comités olímpicos que ganharam uma medalha num determinado desporto pela primeira vez em Londres 2012.Larisa Latinyna Apesar de não competir há décadas, tal como aconteceu com Mark Spitz em 2008, foi um dos nomes mais repetidos devido à associação ao desempenho de Michael Phelps, pelo qual seria ultrapassada na contabilidade do total de medalhas.

Mellouli O nadador tunisino Oussama Mellouli, que se treina há vários anos nos EUA, ganhou medalhas nas águas abertas (ouro na maratona) e também na piscina (bronze nos 1500m, prova que tinha conquistado em Pequim).
 

Nação anfitriã A Grã-Bretanha teve os segundos melhores resultados da sua história. As 65 medalhas (29 de ouro, 17 de prata e 19 de bronze) colocaram-na em terceira no medalheiro, à frente da Rússia, e só são superadas pelas 146 (incluindo 56 de ouro) obtidas em 1908, também em Londres.

Oscar Pistorius "Obrigado pelo aquecimento", lê-se numa publicidade bem humorada do canal televisivo britânico que vai emitir os Jogos Paralímpicos. Mas, para Oscar Pistorius e Natalia Partyka, os únicos que vão participar nos Jogos Olímpicos e nos Jogos Paralímpicos em Londres, a presença na primeira competição foi séria: o sul-africano chegou às meias-finais dos 400m e à final dos 4x400m. A polaca venceu um encontro e atingiu a 3.ª ronda no ténis de mesa.

Primeiro Já com uma vantagem de 2-0 em sets e com uma liderança de 24-22 no terceiro parcial, o Brasil parecia ter o título de voleibol masculino assegurado. Mas a Rússia sobreviveu a dois matchpoints, arranjou forças para dar a volta ao terceiro set e ganhou os dois seguintes, conquistando um ouro que nunca tinha conseguido desde o fim da União Soviética.

Quase A ciclista de pista chinesa Guo Shuang e o nadador japonês Ryosuke Irie (ambos com duas de prata e uma de bronze) foram os atletas com mais medalhas entre aqueles que não conseguiram ganhar nenhuma de ouro.

Recordes Foram batidos 45 recordes mundiais em Londres, nove deles na natação. Há quatro anos, ajudados pelos fatos de alta tecnologia, os nadadores fizeram 25 máximos mundiais.

Silva "Talvez a minha força surpreenda muita gente", disse Tumba Silva antes da competição, mas ninguém pôde confirmar o poder do angolano. O pugilista, por erro do seu treinador, falhou a pesagem obrigatória de manhã e foi desqualificado.

Trinta e três A China ganhou pelo menos uma medalha de ouro em 33 dias seguidos de Jogos Olímpicos, batendo a anterior melhor marca de 32, fixada pelos EUA entre 1996 e 2004. O recorde parou no 14.º dia de competição em Londres, quando nenhum chinês subiu ao lugar mais alto do pódio.

Usain Bolt Depois de ganhar os 4x100m, o terceiro dos seus três títulos em Londres, os mesmos que vencera em Pequim, Bolt foi celebrar para uma discoteca. Aí, enquanto fazia de DJ, gritou ao microfone: "Sou uma lenda!". Não está errado.

Vinte e duas Mesmo não sendo invencível, Michael Phelps saiu pela terceira vez seguida de uns Jogos Olímpicos como o atleta com mais medalhas (seis) e com mais títulos (quatro, tantos como Missy Franklin). E colocou a fasquia bem alta, ao tornar-se o mais medalhado de sempre. Latinyna tem 18, Phelps retirou-se com 22 (18 de ouro, duas de prata e duas de bronze).Walsh e May-Treanor Kerri Walsh e Misty May-Treanor venceram todos os 21 jogos que fizeram como parceiras em torneios olímpicos de voleibol de praia e só por uma vez perderam um set. Em Londres conquistaram o terceiro título consecutivo.

Xiaoxia Tal como aconteceu com o seu compatriota Zhang Jike no sector masculino, Li Xiaoxia ganhou dois títulos (individual e por equipas), o máximo possível no ténis de mesa.

Ye Shiwen Foram as atletas mais jovens que brilharam na natação feminina: Ye Shiwen, de 16 anos, conseguiu duas medalhas de ouro, um recorde do mundo e outro olímpico nas provas individuais de estilos, com tempos que rivalizaram com os dos atletas masculinos. A lituana Ruta Meilutyte, a mais rápida nos 100m bruços, foi a mais nova campeã olímpica em Londres, com 15 anos e 133 dias.

Zonderland Com a actuação mais espectacular de todo o calendário da ginástica em Londres, o holandês Epke Zonderland venceu a barra fixa e deu à Holanda o seu primeiro título individual.