<p>O norte-coreano Yun Chol Om conseguiu levantar o triplo do seu peso</p>

O norte-coreano Yun Chol Om conseguiu levantar o triplo do seu peso

Foto: Dominic Ebenbichler/Reuters
Halterofilismo

Levantar três vezes o seu peso e dar graças ao ditador Kim Jong-un

São os mais fortes homens e mulheres do planeta e podem levantar até três vezes o seu próprio peso corporal durante o curso de uma competição de levantamento de peso. É assim que são definidos os atletas de halterofilismo. A competição tem sido dominada pelos norte-coreanos, que já venceram três ouros. E Om Yun-Chol, o seu líder, mostra que consegue quase o impossível.


Com 20 anos, Om, que mede apenas 1,52 metros, conseguiu fixar um novo recorde olímpico quando levantou 168 quilos na categoria de 56kg, que é o seu peso. Conseguiu, por isso levantar o triplo do que pesa — juntando-se a Halil Mutlu e Naim Suleymanoglu.

No final, os créditos foram para o ditador norte-coreano. “Como é que um homem consegue levantar 168 quilos? Eu penso que o grande Kim Jong-un olhou por mim”, disse Om, citado pelo serviço de notícias dos Jogos de Londres.

O feito de Om é ainda mais impressionante se considerarmos que competia no grupo B juntamente com os atletas menos cotados. Os favoritos às medalhas integram, geralmente, o grupo A, que entra em competição no final do dia.
Seguiu-se Rim Jong Sim, que venceu o ouro nas mulheres na categoria de 69 quilos. Mas foi Kim Un-Guk a fazer levantar a assistência.

É outro levantador de pesos norte-coreano, que levou o ouro na categoria de 62 quilos e conseguiu levantar 174 quilos. Quase o mesmo que o seu companheiro de equipa coreano, três vezes o seu peso.

Com o seu fato vermelho e as suas joelheiras brancas apertadas, o pequeno “Hulk” mostrou-se ao mundo e deu glória a um país escondido que, desta vez, não levou o seu público portátil como tinha feito em Pequim, quando o governo pediu a chineses para se passarem por coreanos e ocuparem os seus lugares, puxando pelos seus atletas.

A Coreia do Norte não ganhava uma medalha no halterofilismo desde o bronze nos Jogos de Barcelona, em 1992. Guk celebrou efusivamente, até dançou, mas só até o seu treinador lhe pedir para se dar ao respeito. E depois, novamente os créditos ao líder que está na pátria. “Fiquei com o primeiro lugar graças ao brilhante e supremo comandante Kim Jong-un, que me deu força e coragem”.