Funeral de Mandela? "Tenho um almoço marcado", disse o primeiro-ministro checo

Se tiver mesmo de ir ao funeral de Nelson Mandela, por mais que diga o contrário, Jiri Rusnok, primeiro-ministro cessante da República Checa, estará a fazer um frete. Disse-o ele mesmo, numa conversa que julgava privada.


“Espero que o Presidente vá no meu lugar. A ideia de ir dá-me calafrios”, disse Rusnok para o seu ministro da Defesa, Vlastimil Picek, numa conversa registada pelos microfones do Parlamento, na sexta-feira, e depois difundida pela televisão pública. O assunto tornou-se viral e objecto de inúmeros comentários na Internet.

“Tenho um almoço marcado, e também um jantar, meu amigo, mas receio ter de ir. Não tinha vontade nenhuma”, acrescentou o chefe do Governo, segundo a transcrição da AFP.

A esperança de Jiri Rusnok é que seja o Presidente, Milos Zeman, a deslocar-se à África do Sul para assistir ao funeral do herói da luta contra o apartheid. Mas o chefe de Estado está a recuperar de uma lesão num joelho e não é certo que seja ele a representar o país.

“Como poderá ele subir as escadas de acesso ao avião?”, perguntou o primeiro-ministro ao titular da pasta da Defesa. “Acho que ele não apanhará o avião, estou lixado.”

Rusnok, falta contar, tinha anteriormente exprimido, numa mensagem de condolências, a sua “profunda dor” pela morte de Mandela.

Depois de o assunto ter sido tornado público, o primeiro-ministro enviou, no sábado, uma curta mensagem aos meios de comunicação social a pedir desculpa. Nela diz que os seus comentários não foram “correctos”.

Nelson Mandela visitou a então Checoslováquia em Maio de 1992, antes da separação pacífica que deu origem à República Checa e à Eslováquia.

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