<p>Telma Monteiro era a grande esperança portuguesa para subir ao pódio</p>

Telma Monteiro era a grande esperança portuguesa para subir ao pódio

Foto: Toru Hanai/AFP
Londres 2012

Fracasso do judo deixa Portugal longe das medalhas

A expectativas de Portugal obter medalhas em Londres já não eram muito elevadas e pior ficaram depois do fracasso no judo.


Telma Monteiro era a grande esperança portuguesa para conseguir um pódio em Londres e a desilusão não podia ter sido maior, com a eliminação logo no primeiro combate.

Tal como há quatro anos em Pequim, o judo foi a primeira modalidade com boas hipóteses de pódio a entrar em acção. E tal como há quatro anos desiludiu.

Desta vez, a missão dos judocas era ainda mais complicada, porque reunia a quase totalidade das esperanças de pódio.

Há quatro anos, Portugal tinha um leque alargado de campeões europeus e mundiais ou atletas no topo das respectivas modalidades: havia Nélson Évora, Naide Gomes, Vanessa Fernandes, Álvaro Marinho/Miguel Nunes ou João Rodrigues, citando os melhores exemplos.

Desta vez, os medalhados de Pequim (Évora e Vanessa) estão lesionados, ao que se juntou a ausência de Naide Gomes.

Com as eliminações de Telma Monteiro (quatro vezes campeã da Europa e três vezes vice-campeã do mundo) e de João Pina, que também sonhava com um pódio, as atenções de Portugal centram-se agora principalmente na vela, embora nesta fase não haja um candidato às medalhas da dimensão de Telma Monteiro.

Álvaro Marinho e Miguel Nunes têm feito bons resultados na classe 470 (entram em competição na quinta-feira), sendo regularmente finalistas em provas internacionais: foram quintos em Sydney, sétimos em Atenas e oitavos em Atenas.

Gustavo Lima ficou à porta do pódio em Pequim, mas só há alguns meses voltou à classe Laser, em que enfrenta concorrentes muito mais novo numa categoria que é muito física.

Na canoagem, Portugal pode esperar uma boa surpresa no K1 1000m (Emanuel Silva e Fernando Pimenta) e no K4 500 (Joana Vasconcelos, Teresa Portela, Beatriz Gomes e Helena Rodrigues).

No atletismo, modalidade que mais medalhas olímpicas deu a Portugal, há várias atletas de bom nível (marcha, maratona, 5000m e 10.000m), mas teoricamente nenhuma delas é candidato ao pódio perante a forte concorrência de americanas, africanas e de potências europeias, como a Rússia.

Desde Barcelona 1992 que Portugal não termina uma edição dos Jogos Olímpicos sem medalhas.