O britânico Dwain Chambers acabou por ser castigado com dois anos de suspensão
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O laboratório BALCO facultava substâncias dopantes a alguns atletas de topo
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Alex Schwarzer, campeão da marcha em Pequim 2008, foi excluído por "doping"
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Doping

Antigo dono de laboratório diz que batota é generalizada

Ele sabe do que fala. Victor Conte, antigo proprietário do laboratório BALCO, instalado nos Estados Unidos e que funcionou como quartel-general de um esquema de dopagem generalizado com recurso a esteróides, garantiu ao diário inglês The Times que "é fácil" utilizar substâncias dopantes durante os Jogos.


"Tens que meter o isco e o anzol na água quando o peixe está a morder e isso era há nove meses", diz de forma alegórica quando questionado sobre os controlos antidopagem que se realizam durante a competição. "Vir a público dizer que estes são os Jogos Olímpicos em que mais dinheiro se gastou em controlos antidopagem é, basicamente, propaganda", adianta Conte, estimando que 60% dos atletas que competem em Londres estão dopados.

Conte mostra-se assim pouco impressionado com o facto de já se terem controlado seis mil amostras de urina e sangue durante os Jogos. O laboratório BALCO, enquanto esteve a ser dirigido por Conte, facultava substâncias dopantes a alguns atletas de topo, incluindo o velocista britânico Dwain Chambers, que acabou por ser castigado com dois anos de suspensão depois de ter tido um controlo positivo, em 2003. Victor Conte foi condenado em 2005 a quatro meses de prisão e outros quatro de detenção domiciliária pelos crimes que cometeu.

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