<p>Os protestos contra a falta de resolução de vários problemas sucederam-se do norte ao sul do país </p>

Os protestos contra a falta de resolução de vários problemas sucederam-se do norte ao sul do país

Luís Forra/Lusa
Eleições presidenciais

Abstenções e boicotes aumentaram ao final da tarde

Os boicotes à eleição para a Presidência da República aumentaram durante o final da tarde. A juntar-se a Souselas, Lazarim ou Canas de Senhorim, também a população da freguesia de São Martinho das Chãs e Adofreire (Pedrógão, Torres Novas), entre outras, manifestaram o seu protesto contra o incumprimento de algumas promessas feitas pelas respectivas autarquias e durante o último mandato de Jorge Sampaio.


Na aldeia de Lumiares, concelho de Armamar, em Viseu, os eleitores boicotaram as eleições com a destruição das urnas e dos boletins por as mesas de votos terem sido transferidas para São Martinho das Chãs.
Em Gafanha da Boa Hora, concelho de Vagos, distrito de Aveiro, a abstenção foi generalizada como forma de contestar a extracção de areias da orla marítima daquela zona. Também em Arcas, Macedo de Cavaleiros, a falta de resolução para os danos causados por uma trovoada no último Verão levou a população a recorrer à abstenção.
As cheias foram a razão de Valeta, em Arcos de Valdevez, para os habitantes não se dirigirem às mesas de voto e chamar assim a atenção das autoridades responsáveis para as inundações que nesta altura do ano costumam assolar a localidade.
Em Morreira (Braga), posições diferentes quanto a um traçado de uma nova estrada resultaram na abstenção total, o mesmo sucedendo-se em Vale do Lobo, freguesia de Cedães, concelho de Mirandela, onde o protesto contra dois autarcas foi a razão apresentada.
Os eleitores de Vale do Vilão, freguesia de Montargil, Ponte de Sôr, aproveitaram as eleições para reivindicar o alcatroamento de uma estrada, construção de uma rede de esgotos e a reabertura do posto médico e não compareceram no local de voto. Em Gonçalo, concelho da Guarda, a falta de médicos no centro de saúde resultou na não votação dos habitantes para a eleição do próximo Presidente.
Na localidade de Adofreire (Pedrógão, Torres Novas) foram apenas duas as pessoas que votaram entre mais de cem eleitores até às cinco da tarde, indica a Lusa. Cumpriu-se assim a promessa dos habitantes que reclamam a resolução do problema da poluição da ribeira local.

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