Opinião

Cristiano Ronaldo porta-estandarte em Londres

José Manuel Meirim

1. Tenho plena consciência - gosto deste início - que compete a V. Ex.ª, Senhor Chefe de Missão aos Jogos Olímpicos de Londres de 2012, a escolha do atleta que terá a honra de ser o porta-estandarte nos Jogos Olímpicos. Não interprete mal, pois, este meu escrito.

Todavia - há sempre um todavia, mas, porém, ou outro sinónimo word -, tendo estado recentemente em terras da Polónia e da Ucrânia, um dos temas que se revelou incontornável (também adoro esta) foi a participação de Cristiano Ronaldo no Euro 2012. Foi-me, ainda enfatizado o conjunto de qualidades do atleta e o que significaria para Portugal, mas também para a Polónia, Ucrânia, a Europa e o Mundo, e para a conquista da Bola de Ouro, que essa honra coubesse a esse atleta. Não veja nesta minha iniciativa, repito e espero que acredite na minha absoluta sinceridade, uma qualquer forma, mais ou menos indireta, de influenciar a sua decisão. Trata-se, tão-só, de lhe fazer chegar o querer de outros e partilhar com V. Ex.ª o testemunho que me foi transmitido.

2. Tinha acabado de endereçar este meu pedido - ups! - quando tomei conhecimento no jornal O Jogo que, no passado dia 13 de Junho, alguém se tinha adiantado.

Na verdade, o Governo (?) deste infeliz país, na pessoa do secretário de Estado Mestre Picanço, enviou uma missiva ao Chefe de Missão aos Jogos Olímpicos - e presidente da Federação Portuguesa de Canoagem - transmitindo todo o sentir da Região Autónoma da Madeira no sentido de um seu atleta ser o porta-estandarte.

Tendo tido a oportunidade e o privilégio de se deslocar àquela região autónoma, veio de lá "carregado" de boa vontade em transmitir o desejo - também em nome de "uma excelente oportunidade para a promoção desportiva e turística" da região autónoma - de todo um conjunto de entidades e personalidades, em ver o seu atleta como porta-estandarte.

3. E escreveu: "Estou bem ciente de que a escolha do "porta-estandarte" é uma competência exclusiva, pessoal, de V. Ex.ª, ademais, como é público, de há muito que sou um convicto defensor da autonomia do movimento associativo. Nesse sentido, não vou, naturalmente, procurar interferir na referida escolha. Em todo o caso, não quis deixar de, por esta via, partilhar com V. Ex.ª o testemunho que me foi transmitido".

4. Desta carta foi dado conhecimento ao Senhor Presidente do Governo Regional da Mdeira, Dr. Alberto João Jardim.

5. Acho que o meu pedido não tem hipóteses.

6. Palavras para quê? É um governante (?) português.