Mais do Euro 2012

Ver mais

Estatísticas

  • 368 Leitores
  • 2 Comentários
Balanço

Mo-mentos de glória de Londres 2012

De Bolt a Phelps, do Mo-mento Farah ao queniano voador e à juventude que tomou conta das medalhas dos Jogos. E um tributo às mulheres.


Usain Bolt
Ele fala, dança, corre, faz amizade com as atletas da equipa sueca de andebol (três delas puseram a foto no Twitter poucas horas depois de ele ter ganho os 100 metros). Ele diz que é o maior. Faz lembrar os melhores momentos de jactância de Muhammad Ali. Bolt é o maior espectáculo nas pistas de tartan, entrou para a história com o duplo ouro olímpico nos 100m, 200m e 4x100m – este último com direito a recorde mundial. Na final dos 200m bateu outro recorde, na Internet caíram 80 mil "tweets" por minuto. Aos 25 anos é o homem mais rápido da terra e cada vez mais rico. Diz-se valer 20 milhões por ano e compara-se a Ali e a Jordan. Mais palavras para quê?.

Michael Phelps
Há quatro anos venceu oito medalhas de ouro em Pequim. Em Londres, anunciou a reforma ampliando o seu registo para 22 medalhas no total, 18 delas de ouro. É o atleta olímpico com mais medalhas, bateu a ginasta russa Larissa Latynina (amealhou 18 medalhas nos Jogos de Melbourne 56, Roma 60 e Tóquio 64) e deixou de ter rivais mortais à sua altura. O nadador deixou Inglaterra a saber que o presidente dos EUA tem o seu número nos favoritos. Atingiu nas piscinas do Aquatic Center os objectivos a que se propôs. Fez xixi na piscina. E depois!?

Mo-mento Farah
As suas duas últimas voltas quando liderava a final dos 5 mil metros deixaram o Estádio Olímpico de Stratford em delírio. No momento de cantar o "God Save The Queen", 80 mil britânicos quase faziam o recinto ir abaixo, por um somali tornado inglês de Londres que se juntou ao grupo dos 7 magníficos que ganharam o ouro nos 5 mil e 10 mil metros: Hannes Kolehmainen (1912), Emil Zatopek (1952), Vladimir Kuts (1956), Lasse Viren (1972 e 1976), Miruts Yifter (1980) e Kenenisa Bekele (2008). Farah, aos 29 anos, atura tudo, uma África inteira nos calcanhares a querer ficar-lhe com o primeiro lugar e até a sua filha Rihanna, mais excitada em receber um abraço de Bolt do que seu. Mas “Mobot” nunca se chateia, basta ver as fotos.

David Rudisha
O senhor da organização dos Jogos de Londres não tem dúvidas em eleger Rudisha como a grande figura. “O meu melhor momento? Foi quando David Rudisha ganhou, que desempenho espectacular. Bolt foi bom, mas este tipo foi magnífico, parecia de outro planeta naquela noite". Seb Coe referia-se à vitória de Rudisha nos 800 metros. O queniano fez as duas voltas à pista a baixo do 1m41s – fez 1m40,91s. Beleza, elegância, um ‘dandy’ mostrou-se ao mundo, descreveu o "El Mundo". O masai de 23 anos não corre, voa.

Juventude inquieta
São jovens e inquietos. Impuseram-se em desportos em que a experiência costuma ditar os vencedores. Na natação, Missy Franklin, com 17 anos, arrebatou 4 ouros e um bronze (2 recordes mundiais e um olímpico); a chinesa Shiwen Ye, 16 anos, foi duplo ouro com recorde mundial (400m estilos) e olímpico (200m estilos) – Ye nadou a última pista de crawl 19 centésimos abaixo do tempo de Ryan Lochte; a lituana Ruta Meilutyte, 15 anos, foi campeã olímpica nos 100m bruços; ou o chinês Yang Sun, 20 anos, baixou a marca mundial dos 1500m livres (14m31,02s); Nos 800m livres, a americana Katie Ledecky, de 15 anos, levou o ouro na prova mais longa, em frente à família Real.

Fora das piscinas, também houve lugar para os mais jovens tomarem Londres de assalto. Na marcha, a russa Elena Lashmanova, 20 anos, estabeleceu um movo máximo nos 20km (1h25m02s); no dardo, Keshorn Walcott, 19 anos de Trindade e Tobago, lançou a 84,58m para ficar com o ouro. A americana Claressa Shields, de 17 anos, subiu para o ringue e reclamou a medalha de ouro no peso médio, tornando-se a segunda mais jovem a sagrar-se campeã olímpica no boxe.

Mulheres
Tentar ler este nome é difícil: Wojdan Ali Seraj Abdulrahim Shaherkani. Memorizá-lo ainda mais. Mas tem tudo para ficar na história, apesar de a sua participação nos Jogos de Londres ter durado 82 segundos. A simples presença da judoca de 17 anos já serve para recordar, ao ser a primeira mulher saudita a participar nuns Olímpicos. Londres conseguiu pela primeira vez ter uma mulher em todas as delegações. Com o Qatar e o Brunei , a Arábia Saudita fechou uma página negra no espírito olímpico.