O defesa John Terry cortou a bola já dentro da baliza
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Blatter: tecnologia na linha de golo é "uma necessidade"
É apenas um tweet, mas pode marcar o arranque da maior revolução no futebol nas últimas décadas: o presidente da FIFA, Sepp Blatter, escreveu esta manhã que, "após o jogo de ontem à noite" entre a Inglaterra e a Ucrânia, a introdução de novas tecnologias na linha de golo "já não é uma alternativa mas sim uma necessidade".
A declaração de Blatter é a mais categórica alguma vez proferida por um dirigente da FIFA sobre a necessidade de se recorrer às tecnologias disponíveis para determinar se uma bola passa ou não completamente a linha de golo.
Há dois anos, após um lance semelhante que prejudicou a selecção de Inglaterra frente à Alemanha, o presidente da FIFA pediu desculpas à federação inglesa de futebol e anunciou que o organismo iria discutir a adopção de novas tecnologias no mês seguinte, mas não se comprometeu com qualquer alteração.
Apesar das muitas manifestações de apoio, o tweet desta quarta-feira de Sepp Blatter foi recebido por muitos britânicos com uma sensação de que a FIFA tem dois pesos e duas medidas.
"Sepp Blatter quer acabar com a decisão por penáltis depois de o Chelsea ter ganho a final da Liga dos Campeões. Sepp quer tecnologias na linha de golo quando a Inglaterra é beneficiada. #tendencioso", escreve o utilizador @Alex_Wilshaw.
"Mas não fez tanto barulho no [Mundial] África do Sul 2010", lê-se num tweet do @MirrorFootball.
Os britânicos lembram também que o lance em que John Terry cortou a bola já dentro da baliza, no jogo da 3ª. e última jornada do Grupo D, frente à Ucrânia, foi precedido de um fora de jogo: "Retweet se pensas que @SeppBlatter está a ignorar o fora-de-jogo existente", escreve @jnorthall.


