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Portugal-Holanda e o "massacre de Nuremberga" em 2006
O encontro de domingo em Kharkiv é o primeiro depois do confronto no Mundial de 2006, nesse dia quente de 25 de Junho em Nuremberga. Uma autêntica batalha que terminou com a vitória portuguesa por 1-0, mas com 4 cartões vermelhos e 16 amarelos. Uma triste recordação que resiste do duelo entre duas das selecções que melhor tratam a bola.
As duas selecções terminaram a partida com nove jogadores, depois das expulsões de Costinha (45'+1') e Deco (78'), do lado português, e de Khalid Boulahrouz (63') e Giovanni van Bronckhorst (90'+5'), nos holandeses.
O encontro ficou conhecido como o "jogo da vergonha": a selecção portuguesa viu ainda nove cartões amarelos e a holandesa sete. Cartões mostrados por um árbitro russo, Valentin Ivanov, que cedo perdeu a mão no encontro e nunca mais o conseguiu controlar.
Foi um "massacre", esse 25 de Junho em Nuremberga, escreveram na altura os jornais de ambos os países.
A começar pelo holandês Khalid Boulahrouz e as suas entradas "assassinas" sobre Cristiano Ronaldo. Logo ao minuto 7, aquele que carrega a alcunha de "Canibal" cravou os seus pitons na perna de CR7, que sairia aos 34 minutos. Uma "agressão deliberada", um "atentado deliberado", diria mais tarde o português: "Nessa tarde tinha a minha cabeça a prémio."
Este domingo, Cristiano Ronaldo, mas também Robin van Persie, Arjen Robben, Dirk Kuyt, Joris Mathijsen, Mark van Bommel, Khalid Boulahrouz e Wesley Sneijder vão reencontrar-se com esse jogo de 2006 na memória.
O confronto entre Ronaldo e Boulahrouz (jogador que também agrediu Figo em 2006) não deverá acontecer, já que o actual jogador do Estugarda (com 30 anos) não deverá pisar o relvado do Metalist, já que não tem sido opção do seleccionador holandês neste Europeu. A não ser que Bert van Marwijk queira tornar tudo ainda mais tenso...


