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Balanço negativo

O pior? Telma, a batota no badminton e o chapão de Stephan Feck

A judoca Telma foi a bandeira da desilusão portuguesa. A batotice das chinesas e o doping (sempre) a outra face dos Jogos. A birra da atiradora coreana e o chapão na água do alemão também não serão esquecidos.


Atletas portugueses

Nem a prata de Fernando Pimenta e Emanuel Silva na canoagem consegue apagar a desilusão da participação portuguesa nos Jogos de Londres. Foi a única medalha de uma delegação de 77 atletas em 13 modalidades, cuja grande decepção se pode condensar na derrota de Telma Monteiro. Ela, rosto da ilusão de Portugal para estes Jogos, actual campeã europeia e vice-campeã mundial de judo, perdeu no primeiro combate e com ela pareceu que tudo o resto foi junto na queda. Entrou com a bandeira de uma comitiva feliz e sorridente, voltou triste e cabisbaixa. Tirando alguns casos pontuais como João Vieira e Ana Cabecinha (7.º e 9.º na marcha, respectivamente), Jessica Augusto (7.ª na maratona), o sexto lugar em K4 e K2 500 na canoagem, o 5.º posto no double scull peso ligeiro de Pedro Fraga e Nuno Mendes, Portugal ficou aquém do esperado. Resta a consolação de Pimenta e Silva terem ficado a 53 milésimos do ouro.

Austrália afunda-se na natação

O míssil falhou o alvo. A nação que deu ao mundo Ian Thorpe viu os tiros saírem pela culatra. James Magnussen tinha até uma tatuagem com os anéis olímpicos, mas nos 100m livres o título escapou-lhe pelos dedos, 0,01 segundos atrasado quando tocou na parede. À semelhança do seu país, que saiu da água com 10 medalhas, apenas uma de ouro, 6 de prata. A federação reuniu de emergência e questionou toda a planificação. Os britânicos, com muito mais população, venceram 3 medalhas, mas o sucesso no resto disfarçou a falta de perícia na piscina.

Batota no badminton

A expulsão de oito jogadoras chinesas, indonésias e sul-coreanas por deliberadamente terem perdido os seus jogos, para assegurarem um cruzamento mais favorável nas eliminatórias seguintes, vai deixar uma ferida aberta na modalidade. A farsa contou até com as campeãs mundiais chinesas Yu Yang e Wang Xiaoli. Boas no badminton, mas péssimas na representação. Foram todas desclassificadas, e tão claras foram as imagens que a federação chinesa nem protestou. As reclamações da Coreia e Indonésia nem foram admitidas.

Doping

Todos os que se dopam são perdedores. Nestes Jogos de Londres, 11 foram eliminados da competição pelo COI ou pelas suas federações desde que os Olímpicos começaram. À cabeça, o atleta da marcha Alex Schwazer, campeão de 2008, acusou EPO. Ou o halterofilista albanês Hysen Pulaku, excluído depois de ter sido apanhado no exame anti-doping. E claro, a retirada da medalha de ouro à campeã olímpica do peso feminino Nadzeya Ostapchuk, da Bielorrússia. Os dois exames realizados em Londres constataram a presença do agente anabolizante metenolone. Os 21,36m não chegaram para a consagração olímpica. No currículo, a atleta possui também um bronze em Pequim 2008 e um vice-campeonato mundial em 2011.

A birra

A atiradora coreana Shin A Lam perdeu as meias-finais (5-6) ante a alemã Britta Heidemann com uma polémica estocada no último segundo. A asiática, o seu treinador e a sua Federação consideraram o ponto da alemã fora do tempo. Os árbitros não concordaram e não lhe deram razão e por isso Lam sentou-se na pista durante 45 minutos, chorando perante o silêncio do público. Lutaria pelo bronze, que perderia para a chinesa Sun por 15-11. Aí não discutiu. O COI tentou oferecer-lhe uma medalha de honra, mas Lam não aceitou. Disse-se injustiçada.

O chapão de Stephan Feck

Quando disputava um lugar na meia-final de saltos para a água, o alemão Stephan Feck perdeu o equilíbrio e a entrada na água foi feita de costas. O que pode acontecer pior a um atleta de saltos para água? Um chapão durante uma prova nos Jogos Olímpicos. Ainda pior? Dar na televisão e correr viral pela Internet. Ficou com o título de “O” pior mergulho da história. E levou zero na classificação.


Veja o vídeo de Feck