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Hélder Postiga foi substituído aos 70 minutos de jogo contra a Alemanha

Foto: Patrik Stollarz/AFP
Euro 2012

Hélder Postiga volta a ser titular frente à Dinamarca

Paulo Bento reconheceu nesta terça-feira que a falta de eficácia tem sido o principal problema da selecção nacional, mas recusou atirar a responsabilidade somente para cima do ponta-de-lança. E deixou a garantia de que Hélder Postiga continua a ser a primeira escolha.


“Gostei da exibição da equipa no primeiro. Jogámos e fizemos o suficiente para alcançar um resultado diferente do que alcançámos", começou por dizer o seleccionador, que desvalorizou o factor pressão no encontro de quarta-feira, em Lviv. “Não temos motivos para ter ansiedade. Perdemos o primeiro jogo com um dos grandes candidatos ao título europeu. Perdemos jogando bem, de forma injusta”.

Paulo Bento assinalou, a propósito, que a selecção fez “vários remates", que teve "várias oportunidades" e que, por isso, não está preocupado. "O ponta-de-lança tem necessidade de fazer golo, mas não é a única forma de o avaliar. E eu não os avalio só pelos golos que fazem”, vincou, já depois de ter assegurado que Postiga vai alinhar de início. "Para que não se passe a conferência toda a falar nisso, amanhã joga o Hélder".

Sentado ao seu lado na sala de conferências da Arena Lviv, o avançado do Saragoça manteve o ar compenetrado quando ouviu a notícia por antecipação da boca do seleccionador. Mas não fugiu à discussão sobre a falta de pontaria dos portugueses. “É uma pergunta crónica. Sempre disseram que não havia um homem de área. Portugal não deixou de estar presente em fases finais por causa disso. É um assunto do qual vocês gostam de falar sempre, mas a nós só nos compete dar o máximo”, notou.

Entre elogios à Dinamarca e uma mensagem de confiança nos jogadores portugueses, Paulo Bento quis ainda deixar claro que, a priori, a balança está equilibrada. “Não há favoritos. São duas equipas que mantêm os sistemas em relação aos últimos dois jogos, que têm a mesma ambição. A vantagem pode estar um pouco mais do lado da Dinamarca porque lhe servem dois resultados”.

Um último apontamento para as reacções ao desaire frente à Alemanha de figuras como Luís Figo e Rui Costa, que falaram na necessidade de jogar de forma mais ofensiva desde o início do encontro: “Depende um bocado da vontade do freguês. Nesta altura fala toda a gente. Às vezes é mais difícil executar do que dizer".